Quem nunca pegou um pacote de alimento aberto no armário e percebeu alguns bichinhos na embalagem? Que chato! Mas, afinal você sabe o que eles são e o que deve ser feito nessa situação? Esses são os carunchos: pequenos besouros, com tamanho em torno de 3 milímetros! Nesses casos, seja por susto ou falta de informação, muitas pessoas se desfazem dos alimentos contaminados pela praga.

Mas afinal de contas, você sabe se a ingestão de carunchos realmente faz mal à saúde? De acordo com a nutricionista Silvana Figueredo, os bichinhos em si não fazem mal! Entretanto, a especialista afirma que “com a presença deles, os produtos podem ter a sua qualidade e o valor nutricional comprometidos, já que podem ser transmissores de fungos e outros parasitas, que produzem toxinas nos alimentos”.

Como surgem os carunchos?

Os carunchos podem se desenvolver em todo tipo de alimento e lugar! Contudo, as comidas secas como as farinhas, massas secas, chás e biscoitos, por exemplo, são as mais vulneráveis. Além disso, as leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e soja; e cereais, como arroz e milho de pipoca também podem receber esta visita indesejada.

Desta forma, quando há carunchos em um pacote, pode ser que ovos e larvas desenvolvam-se ali e migrem para outros produtos! Nesses casos, a reprodução depende de condições ideais de umidade e temperatura, que são bem propícias nas despensas de casa.

Como evitar os insetos?

O problema dos carunchos pode ser evitado quando o consumidor está atento às condições de armazenamento no momento da compra! Ou seja, ao escolher qual alimento você levará para casa, é preciso checar a higiene do ambiente, se há presença de poeiras ou insetos. Ainda assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta aos riscos de aproveitamento, sendo indicado descartar o produto caso identificada a presença de insetos.

“O controle da proliferação do inseto deve ser realizado ainda na plantação, mas há casos em que eles sobrevivem ao processo de beneficiamento ou de embalagem dos produtos, e a infestação geralmente começa a partir de um alimento adquirido já contaminado”, salienta a professora de nutrição.

Ou seja, é necessário ficar de olho em qualquer violação na embalagem, como furos. Logo após a abertura do produto, deve-se fazer o armazenamento e fechamento de forma hermética para aumentar a durabilidade do produto. Ainda como forma preventiva, no processo de limpeza dos ambientes, é indicado que os armários, prateleiras e outras áreas de armazenagem sejam esvaziados e as superfícies devem ser higienizadas com um pano limpo, água e sabão.

Dicas de ouro para evitar carunchos

  • Observe a embalagem dos alimentos na compra, se existem furos, poeira, além de verificar a presença de insetos no ambiente e a validade do produto;
  • Após abrir as embalagens de cereais, farinhas ou massas, transfira o conteúdo para potes bem fechados. Os carunchos não terão como sobreviver ali dentro. Além disso, guardar esses alimentos na geladeira também é uma opção para evitar a proliferação;
  • Coloque etiquetas com data de validade em cada recipiente. Assim, ingredientes fora do prazo deverão ser descartados para evitar riscos sanitários. E os alimentos secos — após abertos — devem ter em torno de 1 mês de validade. Caso haja, siga as orientações do fabricante;
  • Se for estocar esses alimentos, é necessário inspeção periódica, para a existência de furos, rasgos ou presença de insetos.

Fonte: Silvana Figueredo, professora de Nutrição da Faculdade Pitágoras Bacabal