Utilizada como fonte de gordura para fritar, assar e refogar alimentos, a banha de porco é um produto de origem animal que constantemente é questionado sobre os possíveis benefícios ou malefícios que pode proporcionar à saúde.

A banha de porco pertence ao grupo das gorduras saturadas, cujo uso excessivo tem potencial de aumentar os níveis do colesterol “ruim”, o LDL, presente no sangue, assim como pode causar o aumento de peso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de gorduras totais na alimentação diária deve ser inferior a 30% do valor energético total — e, no máximo, 10% dessa quantidade pode advir de gorduras saturadas.

“Isso não é muito. Se pegarmos como base um indivíduo que tenha uma alimentação de 2000 calorias diárias, teríamos aproximadamente 20 gramas de banha para utilizar e isso não dá nem duas colheres”, esclarece a nutricionista e chef de cozinha Laura Franco.

Considerando a quantidade recomendada para o consumo diário de gorduras saturas, a nutricionista afirma que substituir, por exemplo, o óleo de soja (que é de origem vegetal e possui prioritariamente a gordura insaturada) pela banha de porco não é uma boa opção.

“Muitos alimentos que consumimos no dia a dia, principalmente quem consome carne, já tem gordura saturada”, explica. “Uma carne já tem um pouco de gordura saturada, um peixe vai ter um pouco de gordura saturada, fora outros alimentos industrializados que consumimos durante o dia”.

Use com equilíbrio

A banha de porco é utilizada em diversas receitas, como o torresmo, o pastel frito e, até mesmo, o empadão. Encontrada nas refeições diárias de muitos brasileiros, Laura ressalta que é possível encaixar a banha de porco na alimentação, tendo cuidado para haver equilíbrio e para o produto ser consumido na proporção recomendada.

Quanto aos benefícios, é possível ressaltar que o perfil dos ácidos graxos presentes na banha de porco é menos nocivo do que os encontrados em outras gorduras saturadas. E isso acontece porque ela também é rica em ácido oleico, conhecido por contribuir com a saúde cardiovascular.

Ainda assim, comparando as vantagens, a indicação é dar preferência para o consumo de produtos que estejam no grupo das gorduras insaturadas (que é encontrada em oleaginosas, em peixes e no azeite de oliva), capazes de ajudar a controlar os níveis de colesterol.